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Universitários de Uberlândia criam 1ª moto elétrica de corrida do Brasil

03/05/2021 12:53:05

De 0 a 100 km/h de três a quatro segundos e velocidade máxima estimada de 150 km/h. Essa é a primeira moto elétrica de corrida do Brasil, desenvolvida por universitários em Uberlândia, no interior de Minas, e que representará o país na sexta edição do MotoStudent, em julho, na Espanha. No evento internacional, "filho" da MotoGP, os estudantes devem projetar do zero uma motocicleta de competição e alto rendimento.

A Tadarida MotoRacing UFU, equipe de competição do Laboratório de Mobilidade Automobilística e Urbana (Lamau), com apoio da Faculdade de Engenharia Elétrica (Feelt-UFU) e também formada por universitários de outros cursos da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), é a responsável pelo projeto pioneiro no Brasil. Idealizador da moto elétrica de corrida e universitário de engenharia mecânica, Ruy de Sousa Alves, explicou a potencialidade do projeto.

– A moto tem um potencial abrangente muito alto, nem todo desbravado por nós. Como alunos de graduação, temos algumas limitações. Mas é uma moto de competição porque a parte estrutural dela foi desenvolvida com alta tecnologia. Grande parte do material veio da China e de outros países também, porque o Brasil não consegue suprir essa necessidade. Então, todo esse contexto com o material de ponta, permite esse alto rendimento da moto – explicou Ruy.

O principal foco do protótipo é a participação no MotoStudent, que será realizado entre os dias 15 e 18 de julho, em Aragão, na Espanha. A equipe de Uberlândia será a única representante brasileira na categoria motos elétricas no evento, que reúne mais de 80 países. A competição, que também é uma validação do projeto, inspirou a criação da MotoE, categoria elétrica do Campeonato Mundial de Motovelocidade.

– A Espanha é referência, a MotoGP nasceu lá. Esse evento é um "filho" da MotoGP, que começou em 2015 e foi o estopim para a MotoGP elétrica, em 2019. Os organizadores (da MotoGP) estarão lá para essa validação. É bom também para entender em que nível os países estão de desenvolvimento – disse o universitário.

No quesito motor elétrico, todas as equipes estarão no mesmo nível, já que a competição fornece o mesmo motor a todos após a efetivação da inscrição. Além da validação de engenharia, com premiações em vários nichos, no fim, os pilotos das equipes irão à pista em uma competição.

Além do motor elétrico trifásico, com eficiência energética de até 96% e fornecido pela competição, a bateria foi projetada pelos integrantes da equipe e é composta de 432 células de lítio-íon recarregáveis. O chassi foi feito a partir de liga de alumínio 6061 T-6 (alumínio aeronáutico) e liga de aço 1020, que proporciona leveza e resistência necessária e deixa o projeto mais competitivo.

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